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A Felicidade Existe
Buscamos a solução para as nossas
dificuldades pessoais em muitos lugares e de diferentes modos.
Uns acham que tendo dinheiro, posição
social e poder, serão felizes e realizados.
Outros acham que a aparência está acima de
tudo e buscam a felicidade na estética, cultuando a beleza e o visual,
seguindo a moda e procurando corrigir supostos defeitos ou incrementando
o visual.
Outros buscam a felicidade nas religiões
indo aos templos, participando de seus rituais e permanecendo em suas
auras protetoras.
Outros ainda, carentes de uma base
orientadora e desanimados optam pelos vícios e práticas destrutivas do
ser e da sociedade.
As necessidades humanas precisam ser
satisfeitas, mas o epílogo dos exageros é o desequilíbrio. Uns tem
demais outros de menos. Temos discórdias, competições, opressão de
muitos, doenças e até guerras, mas a felicidade tão almejada é uma coisa
distante.
Será que existe mesmo? Será que podemos ser
felizes? O que significa ser feliz? Será que ser feliz é a mesma coisa
que estar alegre, poder divertir-se, ter todas as coisas que quiser e
quando quiser? Quanto de tudo que existe, cada um precisa possuir para
ser feliz? Podemos fazer muitas perguntas e dar muitas explicações.
Veremos que a felicidade que imaginamos pode
ter diferente significados conforme a situação de vida de cada um. Para
alguns felicidade pode significar ter muitas posses, para outros pode
significar somente ter um prato de alimentos. Mas tem gente muito rica
(de posses) que não é feliz. E sabemos que quando conseguimos uma coisa
passamos a querer outra em seguida.
Muitas são as possibilidades, mas não
encontramos a felicidade mesmo sendo tantas as opções que o mundo
oferece. Larga é a porta e espaçoso é o caminho.
Então, onde mais podemos procurar? É
possível encontrar?
Ai está o segredo. Deus a colocou num lugar
muito fácil de achar sem precisar procurar muito, mas ao mesmo tempo
é o último lugar onde pensamos que possa estar. Dentro de nós
mesmos. No nosso íntimo. Nas nossas fundações. A sabedoria milenar do
Eneagrama ensina que cada um de nós, nos primeiros anos de vida contando
com o período uterino, optou por uma maneira de viver que permitisse ser
aceito e amado pelas pessoas das quais dependíamos, pois sozinhos não
sobreviveríamos.
Ocorre que, se por um lado foi uma
necessidade, por outro é um problema, pois nos afastamos da nossa
originalidade inicial onde éramos completos, perfeitos, satisfeitos e
felizes não precisando defender posição alguma. Era o paraíso. Essa
nossa escolha, inconsciente, causou um desvio e esse desvio se traduz
num vazio interior, numa insatisfação que não pode ser preenchida com
excesso de trabalho, posses, posição social, bens de consumo, festas,
vícios e por aí vai.
É por isso que ser feliz é uma coisa
complicada. O vazio só deixará de existir quando recuperarmos nossa
originalidade inicial. Aí nos perceberemos completos, saciados e
portanto felizes.
De forma prática e palpável o que fazer?
O Eneagrama mostra o caminho a seguir, dá
orientação de como fazer nosso retorno, nossa re-ligação com a
originalidade e por conseqüência com Deus. Precisamos voltar a atenção
para o nosso interior, nos conhecer e descobrir qual opção fizemos e
quais as conseqüências disso na nossa vida. Aí a gente percebe como
as opções originais afetam também as pessoas ao nosso redor, os
relacionamentos a dois, a vida de grupos, o ambiente de trabalho, as
relações entre pais e filhos, o ambiente escolar, o sucesso ou fracasso
de empresas e tudo que tiver a presença humana.
Podemos a partir desse ponto de vista ver e
entender claramente a saúde das sociedades humanas na história e no
momento presente. Portanto, sendo a felicidade o objetivo de todos é
imperativo tomar a melhor decisão em prol disso que é percorrer o
caminho da integração. Entender-se, entender os outros, reconhecer
qualidades positivas e negativas, próprias e dos outros, aprendermos o
caminho mais curto para a paz interior sem precisar que a vida ensine
através dos erros e acertos e suas conseqüências.
O Eneagrama é uma ferramenta ao alcance de
todos independente de religião e formação intelectual. A única exigência
é querer ser feliz, ter persistência e honestidade consigo mesmo.
A felicidade existe e só depende de você.
Valeu e boa caminhada.
Zenobio A. Slusarz (Gente Re Gente 03/2011)
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